sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Trabalho é ação para vida

Nesta semana denúncias de exploração de pessoas, exercendo trabalho escravo para grifes internacionais nos fizeram pensar: como é produzido o que eu visto? Muito se falou das terríveis condições de trabalho de imigrantes latinos no Brasil. Para que saibam o quanto o trabalho é importante em nossas vidas, compartilho com vocês esse texto que escrevi há alguns meses sobre como é bom trabalhar e o quanto nos torna feliz e útil na sociedade. Leiam, reflitam e digam NÃO AO TRABALHO ESCRAVO! DENUNCIEM!


Ações para vida são fundamentais. Praticar esportes, ir ao supermercado, ser voluntário... Elas servem para nos dar conforto e, principalmente, mostrar o quanto somos importantes para nós mesmos e para sociedade. Trabalhar é essencial para entendermos essa concepção.

Há dez anos, segundo pesquisas, a população mundial reconheceu o trabalho como ação para a vida e não apenas como necessidade de emprego e renda.

A comunicação e interação no ambiente corporativo contribuem para um aprendizado em equipe, onde regras, inclusive de comportamento e cuidados com o meio ambiente, são utilizadas na busca de uma organização coletiva. Com isso, transfere-se para o lar, automaticamente, disciplina e respeito com o próximo que, possivelmente, seus familiares desconheciam.

É fato que, exercer uma atividade profissional constrói cinqüenta por cento do caráter do cidadão, já que a outra porcentagem é proveniente da educação familiar.
Portanto, cabe a cada um de nós entrar nesse mundo de aprendizado que é o mercado de trabalho que, sem dúvida, contribuirá consideravelmente na construção de pessoas do bem.

Beijos e boas leituras!
Yara Peres

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Motos, Gatas e Rock in roll


Olá fieis leitores!
Segue crônica conforme combinado.
Deu um trabalho... Espero que gostem!

Adalto, menino do interior, saía toda tarde com seus colegas para a praça da cidade ver sua grande paixão: mo-to-ci-cle-tas.
Era uma variedade sem tamanho: modelos customizados, cores inovadoras, estilos diferentes... e todas sempre “ocupadas” de belas gatas que despertavam um olhar mais curioso e apurado. Sua avó não gostava nada, nada, dessas saídas nos fins de tarde e sempre reclamava:

- Adaltim, meu filho, é perigoso esse vai e vem na rua! Chega aqui dentro!

O menino já não agüentava mais só olhar e exclamou, apontando para as sonhadas motocicletas:

- Vó, eu quero uma motinha dessas... uma gata dessas... e sair por ai... bem ligeiro... ouvindo um rock! Hoho...

Olha só, como pode?! Adalto era só um menino! Seus nove anos não lhe permitiam tal independência. Mesmo assim, sua avó Maria, como toda avó, não se fez de coitada! Vestiu a “roupa da audácia”, quebrou seu cofrinho com preciosas economias de sua aposentadoria e realizou o desejo do neto.

Uma semana depois, quando Adalto chega da escola, eis a surpresa da vovó!

- Adaltim, meu filho, a vovó comprou essa moto linda pro’cê! Tem motor, espelho, cesta atrás... Mas não pode andar na praça, viu?! Cê ainda é muito novo pra se aventurar com ela por lá. Gostou?

Minha Nossa Senhora dos netos sonhadores... Era tudo que Adalto sempre quis! Seus olhos marejados e cheios de emoção nem acreditavam que aquilo tudo era verdade. Mas faltava o que tanto chamou sua atenção na garoupa das outras motocicletas...

- Ai, vovó! Nem acredito...

Vovó Maria, depois de dar muitos beijinhos e cheirinhos no único netinho preferido, vai buscar outra surpresa enquanto ele começa a olhar os detalhes, por capacete, mexer nos botões... Afinal, ele é o mais novo motorizado da cidade. A vozinha sustentável, optou por uma bateria solar. É isso ai! E com ar de suspense e passos marcados, ela chega com uma linda convidada.
Adalto não consegue mudar a direção do olhar... Seus olhos brilham lindamente. Parece estar sonhando com tudo aquilo! Então, a vovó apresenta:

- Filho, pensou que esqueci, né?! Essa aqui é a Amy, ela vai co’cê. Ligue meu radim de pilha, tem chitãozinho na AM, viu?! Bote som ai e... vão com tudo!

Adalto, tímido e um pouco sem jeito, acomoda Amy na traseira do tricírculo e, eufórico, liga o rádio e sai em disparada pela casa. A ansiedade nem lhe faz escolher uma música. Sua avó se assusta com toda aquela empolgação e grita em alerta:

- Cuidado com o sofáaaaaaaaa!

Pow!

Vixe!

Depois da colisão, um gemido de socorro tenta sufocar o som do rádio:

- miaaaaaaaauuuuu...


Beijos, boas leituras e até mais!
Yara Peres

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Amar salva crianças do crime

Amados leitores...
Eis aqui mais um texto para refletir e agir.

No Brasil há um crescimento anual significativo de envolvidos com o tráfico de drogas. Com isso, traficantes procuram se proteger das penas para os crimes que praticam e seduzem crianças e jovens das periferias brasileiras, tornando massiva a participação de menores no livre comércio de entorpecentes.
Falta de qualificação e oportunidades na sociedade são fatores que contribuem consideravelmente para que jovens, atraídos pelo dinheiro rápido e fácil, se interessem pelo suposto poder na comunidade, pleiteando crescimento dentro da hierarquia do crime organizado.
As casas de recuperação no país não dispõem de recursos e projetos eficientes para ressocializá-los. É muita demanda e poucas instituições.
Conclui-se que a participação da família (dar atenção, acompanhar o desenvolvimento do seu filho, inclusão da criança em projetos sociais etc), bem como o envolvimento do Governo Federal, são indispensáveis na formação moral de crianças e adolescentes.
Atualmente ONGs lutam para quebrar essa barreira preconceituosa entre a sociedade e comunidades das periferias brasileiras, fazendo a diferença no desenvolvimento Deles, que são o futuro de nosso país.



Ótimo final de semana, tudo azul pra todos e... pro-me-to a crônica divertida para a próxima postagem.
Todas as sextas-feiras, encontro vocês por aqui.
Obrigada pelo número significativo de visitas! :)
Besitos....

YaraPeres